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domingo, 25 de janeiro de 2009

7 mitos sobre gatos

1- As sete vidas
Surgiu, provavelmente, pelas habilidades do gato. O bichano não é uma presa nada fácil! Ágil e elástico, tem um grande senso de equilíbrio, gira no ar para cair quase sempre sobre as quatro patas. Mas não vá jogar seu gato da janela do seu apartamento, pois pode ser fatal para o felino!

2- Gatos se viram sozinhos, não precisam de cuidados
Apesar de ser mais independente que o cão,o gato é um animal doméstico e precisa de alimentação regular, instalações limpas, veterinário e muito carinho!

3- A crueldade dos bichanos
Os gatos utilizam a habilidade de girar as patas para jogar o rato de uma pata para outra. Pode parecer maldade, mas é só instinto.

4- Não adianta ensinar! Gatos não aprendem nada!
Com carinho e paciência, gatos podem aprender truques simples e a atender pelo nome.

5- Todo gato tem asma
Não, essa doença não é comum a gatos. As pessoas pensam que o ronronar do gato vem de problemas respiratórios. Isso é um mito, o ronronar é comum em todos os gatos.

6- O gato não tem carinho por seu dono. É apenas um interesseiro.
Mentira, pois gatos são animais afetivos e carinhosos com seus donos. Existem gatos que começam a destruir a casa por causa da ansiedade que ficam em ver seu dono.

7- Brigam feito cão e gato...
Um cão criado longe de um gato pode tentar atacar o bichano quando ele entrar no seu território. Mas isso aconteceria com qualquer outro intruso que resolvesse aparecer na sua área. Se forem criados juntos, cães e gatos são amigos.

Por que gatos cobrem seus excrementos?

Toda espécie que tem hábitos sociais muito desenvolvidos tem comportamentos determinados para cada situação e para cada indivíduo do grupo. Este comportamento serve tanto para ganhar importância dentro da comunidade, quanto para evitar problemas. E este é o caso dos gatos, que além de serem felinos muito apegados ao território, são animais extremamente sociais e muito conscientes de sua posição no grupo. Assim, suas ações são condicionadas por seu grau de dominância no território, possíveis ameaças, etc...

Se um gato macho deseja mostrar seu domínio sobre um território, por exemplo, deixará seus excrementos em lugar visível, onde possam ser vistos e cheirados por outros machos e pelas fêmeas. Entretanto, se o animal sabe que outro gato disputa esse território, pode deixar seus excrementos junto aos deste, expressando assim seu desejo de lutar por ele (uma luta que pode ser física ou simplesmente uma confrontação de olhos para determinar quem "pode mais"). Já quando o gato vê que outro rival domina o território pode decidir ocultar seus excrementos para evitar o confronto, como forma de submissão ao macho mais forte.

No caso da relação dos gatos com humanos, os gatos vêm o homem como exemplar dominante (talvez por que tenham 1,5 metro e 50 quilos mais do que ele e o alimentem) e por isto decidem evitar o enfrentamento. Também é curioso ver como os gatos mantêm este instinto mesmo quando adotam atitudes assimiladas de seus donos. Um exemplo são os animais que aprendem a fazer suas necessidades em vasos sanitários, mas ainda assim tentam escavar para tapá-los. Além disto, os gatos dão muita importância à limpeza (desde pequenos já são limpos por suas mães, por isto tendem a separar o mais possível o lugar onde escondem seus excrementos do lugar onde comem.

Por que gatos têm medo de água?

O ancestral do gato doméstico (uma espécie selvagem conhecida como Felis lybica) veio do norte da África, região dominada pelo deserto do Saara. "A aridez do seu hábitat não permitiu que ele desenvolvesse habilidade para o contato com a água, por isso seus descendentes têm menos afinidade com esse meio do que outros felinos. A onça, por exemplo, caça jacarés até dentro d’água", afirma o veterinário Gelson Genaro. Caçadores noturnos, os gatos têm que confiar a todos os sentidos o sucesso da sua caça, porque – mesmo com a visão especialmente adaptada à escuridão – a baixa luminosidade atrapalha na identificação da presa. "Quando molhados, os gatos sentem frio e perdem sensibilidade, principalmente no tato, um incômodo que atrapalha sua concentração na hora de buscar alimento", diz outro veterinário, Mauro Lantzman.

Apesar da falta de intimidade entre os bichanos e a água, o famoso banho de gato – que ele mesmo se aplica, lambendo-se cuidadosamente – pode ser complementado com banhos convencionais quando necessário, contanto que o animal seja acostumado ao contato com a água desde filhote.

domingo, 19 de outubro de 2008

A Erva do Gato


Você sabia que existe uma erva que é capaz de deixar o gato doidão? E não é só gato. A maioria dos felinos sofrem o efeito dessa erva, mas antes que você pense que seu bichano corre sérios riscos de se tornar um adicto e que deverá levá-lo a sessões do Narcóticos Anônimos, deixe-me explicar mais sobre essa erva.


Seu nome popular é Catnip, mas também pode ser conhecida como erva dos gatos, erva-gateira, erva-gato, neveda dos gatos, catmint (inglês), hierba del gato (espanhol), herbe aux chats (francês), cataria (italiano) e o nome científico: Nepeta Cataria.


Essa erva é da mesma família que o Hortelã e suas folhas se assemelham muito apesar da folha do Catnip ser um pouco maior. Ela é nativa da Europa e da Ásia e logo foi levada para o Japão e para a América do Norte, onde se tornou comum. Quando cultivada atinge cerca de 50 cms de altura, como mostrado na foto abaixo.




A reação à planta ocorre em cerca de 80% dos felinos, ou seja, além dos gatos, os leões, pumas, onças, leopardos, etc. sucumbirão aos efeitos dessa planta. E que efeito é esse? Segundo veterinários e especialistas, o odor exalado por essa planta contém uma substância chamada Neptalactone que, ao ser percebida pelo órgão de Jacobson, situado no cérebro do gato, faz com que o instinto predador do animal seja estimulado.

É claro que a reação a essa planta é herdada geneticamente, alguns gatos são imunes enquanto outros possuem uma reação maior, geralmente os machos. Tal reação dura poucos minutos, após duas horas o gato se recompõe e a mesma reação ocorre se entrar em contato com a erva.



Embora alguns gatos tentem comê-la, cientistas afirmam que a reação só ocorre ao odor e devido a isso muitos mordem, mastigam, esfregam ou rolam sobre a erva com o objetivo de liberar a essência das folhas. A erva é colhida quando a produção dessa essência atinge o nível máximo e suas flores e folhas são desidratadas cuidadosamente para presenvar o odor.

Após seca, ela passa a ser recheio dos mais variados tipos de brinquedos, almofadas e arranhadores, com o intuito de fazer o brinquedo mais atraente para os felinos. Tais brinquedos acabam ativando o lado predador do animal e eles são capazes de ficarem brincando por mais de uma hora, rolando e 'caçando' o brinquedo. Após a brincadeira, eles dormem um sono profundo.

A erva é considerada terapêutica para a recreação e controle do stress de felinos, sem efeitos tóxicos e nenhuma dependência química ou física. Recomenda-se que seja permitido o contato do felino com uma folha de erva, por exemplo, cerca de duas vezes por semana.

Equilibrio



Os gatos nunca deixam de nos impressionar com o seu extraordinário sentido de equilíbrio. Embora, ao contrário do que geralmente se pensa, nem sempre os nossos amigos felinos consigam cair de pé, a verdade é que não têm par na arte de bem aterrar!

A capacidade extraordinária de reacção está ligada à transmissão das mensagens nervosas entre os olhos, os músculos e as articulações, que acontece de forma muito mais rápida do que num ser humano. Quando o gato cai, os olhos e o sistema de equilíbrio do ouvido interno enviam para o cérebro uma mensagem sobre a posição da cabeça em relação ao solo. O cérebro responde com comandos nervosos para os músculos, que corrigem a postura da cabeça e alinham o corpo do animal. Isso tudo acontece em fracções de segundo e o gato chega ao solo com os pés para baixo, pronto para absorver o impacto.

Esta estrutura é composta por minúsculas câmaras e canais com milhões de pêlos ultra-sensíveis, cheia de liquido onde flutuam cristais microscópicos. Quando o animal se desloca provoca movimentos no fluido, o que transmite a posição do corpo. Este fenómeno é semelhante ao sistema de “horizonte artificial” existente nos aviões que informa ao piloto qual a posição das asas em relação ao horizonte.

Os cristais e o liquido do ouvido interno do gato são afectados quando a sua cabeça muda de posição ou sofre diferenças de aceleração. Esse movimento é captado pelos pêlos: numa fracção de segundo o cérebro recebe o sinal e envia ordens nervosas para que o corpo do gato se ajuste e caia no solo direito

A cauda

A cauda do gato tem para o animal a mesma utilidade que uma vara para um equilibrista no circo. Funcionando como um contrapeso a cauda ajuda a compensar variações no centro de gravidade do animal. Podemos observar este fenómeno em várias situações. A Chita, um primo selvagem do gato doméstico, utiliza a cauda como estabilizador nas suas perseguições de alta velocidade. Nas rápidas mudanças de direcção a cauda afasta-se na direcção oposta da curva e permite que a chita reaja rapidamente às tentativas de evasão da sua presa.

Quando o gato salta para cima de uma estaca pode-se observar claramente os movimentos e a posição da sua cauda a adaptarem-se às diferentes posições do animal e a garantirem o equilíbrio perfeito.

E já agora sabia que...

A elasticidade dos ossos dos gatos é apenas 1/10 menor do que a da borracha? Se um gato cair de um 10º andar, tem 90% de hipóteses de sobreviver. Se um humano cair da mesma altura, só tem 10% de hipóteses de sobreviver...

Curiosidades

Pesquisas revelaram que os gatos que caíam dos andares mais altos não se machucavam tanto quanto se esperava. Notou-se que o índice de lesões aumenta proporcionalmente à altura que os animais caem - até sete andares de altura. Entretanto acima dessa altura o indice de fraturas na verdade diminui...Após uma queda livre de cinco andares um gato atinge a velocidade máxima e nessa altura, o mecanismo de equilibrio do ouvido interno não é mais estimulado pela aceleração, e a velocidade permanece constante . O gato então relaxa e abre as pernas , a fim de retirar proveito da resistência do ar, diminuindo a força de impacto com o solo e evitando fraturas graves.
Assim um gato que cair do peitoral de uma janela do décimo andar poderá ter mais chances de sobreviver que aquele que tropeçou da janela do terceiro andar.